Animals as Persons

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Animals as Persons: Essays on the Abolition of Animal Exploitation

Gary L. Francione

Columbia University Press, 2008

Animals as Persons: Essays on the Abolition of Animal Exploitation

Gary L. Francione

Columbia University Press, 2008

Gary L. Francione, um proeminente e respeitado filósofo da teoria ética e das leis relacionadas aos direitos animais, é conhecido por suas críticas às leis e regulamentações do bem-estar animal, sua teoria abolicionista dos direitos animais e sua promoção do veganismo e da não-violência como os princípios básicos do movimento abolicionista. Nesta coletânea de ensaios, Francione propõe a mais radical teoria de direitos animais defendida até agora. Diferente de Peter Singer, ele afirma que não podemos justificar moralmente o nosso uso de animais em nenhuma circunstância, e, diferente de Tom Regan, sua teoria se aplica a todos os seres sencientes, e não apenas àqueles com capacidades cognitivas mais sofisticadas.

Francione introduz o volume com um ensaio que explica nossas atitudes históricas e contemporâneas com relação aos animais, distinguindo a questão do uso de animais da questão do tratamento dos animais. Ele então apresenta uma teoria de direitos animais que foca na necessidade de se dar, a todos os não-humanos sencientes, o direito a não ser tratado como nossa propriedade. Nosso reconhecimento desse direito exige que paremos de trazer animais domesticados à existência para os humanos usarem. Ele examina seriamente a nossa “esquizofrenia moral” com relação aos animais e nossa capacidade de encarar certas criaturas como companheiras queridas, e outras como comida ou roupa. Ensaios subsequentes exploram as recentes mudanças no bem-estar animal e o triste fato de que tais avanços não só não conseguiram deixar mais próxima a abolição da exploração animal, como também fizeram o público se sentir mais tranquilo quanto ao tratamento supostamente mais “humanitário” dos não-humanos. Em dois ensaios, Francione explora a importância da senciência como a condição necessária e suficiente para o valor moral dos animais e explica de que maneira o status dos animais como bens econômicos ou mercadorias impede uma igual consideração de seus interesses. Ele também discute o tema do uso de animais na experimentação, argumentando que a necessidade empírica desse uso é, na melhor das hipóteses, suspeita, e que o uso de animais não pode, de modo algum, ser moralmente justificado. Após um capítulo tratando do ecofeminismo e sua ética do cuidado, Francione conclui desafiando o fundamento lógico da postura de Tom Regan, segundo a qual a morte impõe um dano maior aos humanos do que aos não-humanos.

Esta coletânea de ensaios demonstra por que a teoria abolicionista de Francione é largamente considerada a mais estimulante inovação dentro da moderna ética animal.

 

Fonte: http://francionetraduzido.blogspot.com/2010/01/livros.html

Tradução: Regina Rheda