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Gary L. Francione e Anna Charlton

O propósito das campanhas de reforma do bem-estar animal e as campanhas de um só tema (CUST) single-issue campaigns (SICs), em inglês é construir parcerias que incluem aquelas pessoas que acreditam que a exploração animal, por si só, é moralmente aceitável e que se opõem apenas ao foco particular da campanha de reforma ou da CUST. Estas campanhas precisam direcionar esforços para a o nível mais baixo do espectro, caso contrário perderão aquela parte da parceria. E é precisamente este o problema.

Paul Watson da Sea Shepherd deu a sua opinião sobre a controvérsia do leão Cecil . Watson teve como objetivo falar para aqueles de nós que deixam claro que não há absolutamente nenhuma diferença moralmente significativa entre matar animais pelo prazer do esporte e matar animais pelo prazer do paladar, e que a nossa oposição à morte de Cecil obriga-nos a rejeitar a morte de outros 60 bilhões de animais (sem contar com animais marinhos) que matamos para comer.

I. O Problema do Essencialismo

O racismo e o sexismo representam um mal moral. O racismo e o sexismo envolvem uma aceitação social do essencialismo, ou seja, da ideia que a biologia ou alguma outra característica isolada determina valor moral. Uma boa definição de essencialismo aparece aqui: 

Essencialismo é a ideia de que existe alguma qualidade central detectável e objetiva de grupos particulares de pessoas que é inerente, eterna e inalterável; grupos podem ser categorizados de acordo com tais qualidades essenciais, as quais são baseadas em critérios problemáticos, tais como gênero, raça, etnia, país de origem, orientação sexual e classe.

I - Peter Singer obteve fama inicialmente por meio da popularização da ideia do filósofo utilitarista Jeremy Bentham de que, assim como a raça não deveria ser utilizada para excluir seres humanos da comunidade moral e justificar a escravização dos mesmos, a espécie não deveria ser utilizada para justificar o tratamento de animais como coisas. Singer tomou emprestado o termo "especismo" do psicólogo Richard Ryder e afirmou que a utilização da espécie para reduzir ou ignorar os interesses de animais não humanos não era diferente da utilização de raça, sexo, ou orientação sexual para justificar a discriminação contra certos grupos de humanos. E, assim, a posição de Singer como "pai do movimento pelos direitos animais" estava assegurada. Gary Varner se refere a Singer como "o verdadeiro Moisés do movimento pelos direitos animais" (Varner, Personhood, Ethics, and Animal Cognition, 2012, 133).

Mas, existe mérito nesse título e Singer realmente rejeita o especismo, ou ele simplesmente promove uma versão diferente de especismo?

O que se segue é uma versão editada do texto da minha apresentação em Hobart and William Smith Colleges, em 31 de março de 2011, como o Palestrante Ilustre Foster P. Boswell em Filosofia de 2011:

O QUE MICHAEL VICK NOS ENSINOU?

Lembram-se de Michael Vick?

Veganismo: apenas mais um meio de reduzir sofrimento ou um princípio fundamental de justiça & não-violência?

“I´m Vegan” é uma série de documentários curtos que contam a história de veganos em todas as esferas da vida. Com legendas em português, Gary Francione, Distinguished Professor de Direito e o Katzenbach Scholar de Direito e Filosofia na Rutgers University, fala sobre veganismo e direitos animais nesse vídeo.

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Gary Francione é autor de cinco livros e desenvolveu a teoria de direitos animais abolicionista.

Os documentários “I´m Vegan” estão sendo produzidos e dirigidos por Eric Prescott, cofundador da Boston Vegan Association.

Perguntas frequentes sobre veganismo - FAQ

Tradução do video: Vera Cristofani

Legendas em português: Bia Dantas

A mudança de paradigma requer clareza quanto à base moral: o veganismo