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O que é um vegano?

Um vegano é alguém que se abstém de usar e consumir animais e produtos de origem animal para qualquer finalidade, inclusive alimentação, vestuário e entretenimento.

O que é um vegano?

Um vegano é alguém que se abstém de usar e consumir animais e produtos de origem animal para qualquer finalidade, inclusive alimentação, vestuário e entretenimento.

 

 Por que devo ser vegano?

A maioria das pessoas concorda que é errado causar danos desnecessários aos animais. No entanto, a maioria das pessoas se comportam de maneiras que causam danos desnecessários aos animais. A única maneira de resolver esta contradição é tornar-se vegano. 

 

É claro que concordo que é errado causar danos desnecessários aos animais, mas como você pode dizer que eu estou fazendo mal a eles?

Se você usar ou consumir quaisquer animais não-humanos ou seus produtos, então você contribui para prejudicar os animais. Aqui está apenas um exemplo breve:

Quando você consome produtos lácteos, você apóia a inseminação forçada de vacas para mantê-las grávidas e lactantes, o tanto quanto possível. Dentro de aproximadamente 24 horas a partir do nascimento, os bezerros são separados de suas mães, traumatizando tanto as vacas quanto os descendentes. Os bezerros serão abatidos para carne em torno de 3-18 semanas de idade, usados para substituir as mães na produção leiteira ou, simplesmente, serão mortos logo após o nascimento.

Este processo é repetido por cerca de cinco anos, ou de 3-4 lactações, durante os quais é comum as vacas desenvolverem osteoporose, já que a maioria do seu cálcio vai para a produção em até dez vezes a quantidade natural do leite. Também é comum elas sofrerem de mastite dolorosa no úbere. Uma vez que há queda de produção de leite e as vacas estão "gastas", elas são transportadas para serem abatidas para consumo. Muitas delas estão grávidas no momento do abate.

Os exemplos poderiam continuar--o sufocamento dos peixes, o abate de animais usados para vestuário, o espancamento de animais treinados para os circos, e assim por diante, mas a questão é clara: danos como esses são essencialmente inevitáveis quando usamos os animais como meros recursos ou coisas.

 

Eu não gosto de contribuir para esses danos, mas se precisamos comer produtos de origem animal, a fim de sermos saudáveis, então não é necessário usá-los?

Para que esse seja o caso de que um determinado uso de animais é mais do que insignificante, deve haver alguma necessidade. Certamente, o prazer, a comodidade e a tradição não constituem necessidade. Os circos, rodeios, parques marinhos e outras formas de entretenimento que exploram animais são usos transparentemente triviais de animais não-humanos. E há muitas opções de roupas que não envolvem o uso de animais, desde sapatos a casacos, blusas e acessórios, todos feitos de materiais têxteis sintéticos ou naturais, como algodão, lona, cânhamo, couro vegetal, e outros, assim não podemos dizer que é necessário o uso de animais não-humanos para a moda.

Usar animais como alimento pode parecer importante de uma maneira que esses outros usos não são, mas mesmo em termos de saúde, é desnecessário o uso e o consumo de animais não-humanos ou seus produtos. A Associação Dietética Americana (ADA) afirmou no seu relatório de 2009, que dietas veganas apropriadamente planejadas são "saudáveis, nutricionalmente adequadas, e podem oferecer benefícios à saúde na prevenção e no tratamento de determinadas doenças". Para mais informações de nutrição, leia o guia da IVA, Desmistificando a alimentação vegana.

Simplificando, o uso de animais é desnecessário e causa mal a eles. Como causar danos desnecessários aos animais é errado, o uso de animais é errado. Não usar os animais significa tornar-se vegano.

 

Espere aí. Eu concordo que prejudicar os animais desnecessariamente é errado. E digamos que eu concorde com você que eu estou contribuindo para prejudicar os animais desnecessariamente. Mas as vacas, porcos, peixes, e outros animais estão aqui para/criados para essa finalidade. O que há de errado com o uso deles?

Nós já reconhecemos que certos seres não-humanos, como os gatos e os cães, compartilham conosco uma importante característica: eles são sencientes. Eles sentem prazer e dor, e eles têm interesses, como continuar a viver e evitar o sofrimento. É injustificável prejudicar esses animais apenas para satisfazer nossos interesses relativamente triviais, como o prazer e a conveniência. Mas não é só cães e gatos que têm interesse em continuar a viver e em evitar o sofrimento. Outros animais sencientes compartilham esses mesmos interesses. Portanto, não temos nenhuma justificativa para prejudicar vacas, porcos, galinhas, perus, peixes, veados, ou qualquer outro animal não-humano senciente.

 

Mas eu compro produtos de animais criados soltos, de produção orgânica e com rótulo humanitário. Se os animais utilizados por esses tipos de operações são bem tratados, não posso comprar seus produtos, sem causar danos desnecessários aos animais?

A suposição de que produtos de animais “criados soltos”, de produção orgânica e com rótulo “humanitário” são provenientes de animais que são bem tratados, não pode ser defendida de fato. Estes animais são utilizados como meios para fins humanos e eles são abatidos para se tornarem produtos de consumo, os quais constituem danos aos animais. Animais"criados soltos", de produção orgânica, e com rótulos de “criação humanitária” são tentativas de tornar a exploração animal mais aceitável e para ajudar os seres humanos se sentirem mais confortáveis em usar e consumir os animais.

A única resposta aceitável para o fato de que é errado causar danos desnecessários aos animais é não usá-los de forma alguma, independentemente da forma como são tratados.

 

Bem, essas operações talvez não sejam tão humanitárias agora, mas as reformas do bem-estar animal não podem, eventualmente, eliminar os danos desnecessários que causam aos animais de criação?

Há dois mitos transmitidos aqui por este tipo de pensamento. O primeiro é a noção de que as reformas de bem-estar melhorarão significativamente o tratamento dos animais não-humanos explorados. Mas inúmeras reformas ao longo dos dois últimos séculos não conseguiram melhorar as condições deles. Pelo contrário, dezenas de bilhões de animais não-humanos sofrem hoje de formas mais inimagináveis do que nunca.

Porque os animais não-humanos são propriedade dos humanos, as reformas de bem-estar não podem fornecer uma proteção significativa aos interesses dos animais. Isto porque qualquer tentativa de assegurar que os interesses dos animais não-humanos sejam melhor protegidos devem tentar equilibrar esses interesses contra os interesses econômicos e institucionais de seus proprietários humanos. Mas como os animais não-humanos são propriedade, mesmo os seus interesses mais significativos podem ser (e são) corrompidos por causa dos interesses comparativamente triviais dos humanos no lucro e na eficiência. Tentar “equilibrar” os interesses de um item de propriedade com os interesses do proprietário é como tentar dar as cartas conforme as regras, mas usando cartas marcadas—é simplesmente impossível, porque os mecanismos são fundamentalmente injustos.

Demonstrando esse ponto há muitos anos, a pesquisa do professor Gary L. Francione esclareceu que como os animais são propriedade humana, as únicas reformas institucionais adotadas são aquelas que permitem que os proprietários continuem explorando os animais de maneira economicamente eficiente. Conforme coloca o módulo de Treinamento para a Inspeção do Abate de Rebanhos da USDA de 2005:

“Antes [da aprovação da Lei dos Métodos de Abate Humanitário de Rebanhos] de 1958, não havia nenhuma lei nos Estados Unidos que regesse práticas humanitárias de abate. A maior parte da in¬dústria da carne reconheceu os benefícios das práticas humanitárias de abate e seu uso foi largamente aceito. O motivo principal é que havia incentivos econômicos; o tratamento humanitário geralmente resultava em menos contusões e, portanto, menos necessidade de remover defeitos da carcaça.

A Lei do Abate Humanitário de 1978 acrescentou mais algumas exigências para o manejo dos animais:

[...]“’os animais fracos que estiverem caídos no chão não podem ser arrastados enquanto estiverem conscientes; não são permitidas retaliações físicas contra os animais por parte dos funcionários; deve haver água para os animais o tempo todo; e a voltagem dos bastões elétricos de cutucar vacas que estiverem conectados à corrente alternada da casa deve ser reduzida por um transformador à menor voltagem efetiva de forma que não exceda 50 volts.

Além do fato dessas exigências serem rotineiramente ignoradas, conforme provaram vídeos amplamente disponíveis na internet, esses ajustes menores da lei ainda beneficiam principalmente aqueles que ganham com animais não danificados pelo manejo. Por exemplo, bater num porco ou numa vaca, ou arrastá-los, aumenta a probabilidade de causar contusões nas carcaças e piorar a qualidade da carne, as quais são as principais preocupações, para começo de conversa.

Recentes campanhas de reformas "humanitárias" destacam esta dinâmica. Ovos de aves "livres de gaiolas" ainda são produzidos por aves que tiveram até a metade de seus bicos amputados sem anestesia. As galinhas, apesar de "livre" das gaiolas, dificilmente estão livres: elas normalmente são amontoadas em galpões com dezenas de milhares de outras aves, onde vivem em seus próprios resíduos e sofrem de uma variedade de doenças dolorosas relacionadas com a intensidade da postura e confinamento, até mesmo canibalismo, até que sejam abatidas para serem incorporadas em alimentos processados. E o que acontece com pintinhos machos na indústria do ovo? Porque eles não são criados para a carne e não são capazes de botar ovos, mais de 200 milhões de pintinhos machos são moídos vivos, gaseados, eletrocutados ou sufocados a cada ano apenas nos EUA.

Entenda que não é apenas a forma como tratamos os animais não-humanos que os prejudica. Mesmo se fosse possível, de alguma forma eliminar o sofrimento infligido aos animais durante o curso de sua utilização, ainda existe o segundo mito transmitido na noção de reformar o uso de animais: que há alguma maneira de usar e matar animais não-humanos que é moralmente aceitável em primeiro lugar. Mas o uso de animais como nossos recursos coloca seus interesses abaixo do nosso, e isso, por si só, é um mal para eles, porque alguns dos seus interesses mais importantes, incluindo o interesse na existência continuada, é negado em favor de nossos interesses triviais. Assim, porque o uso de animais como se eles fossem “coisas” e privá-los de suas vidas são danos a eles, e porque prejudicar os animais desnecessariamente é errado, não devemos usá-los de forma alguma, mesmo que pudessem ser explorados da maneira mais gentil que existe.

 

Mas o veganismo parece tão extremo. Por que não posso simplesmente me tornar vegetariano?

Ao contrário do veganismo, o vegetarianismo contribui diretamente para uso do animal. Conforme estabelecido anteriormente, o uso de animais para os nossos propósitos é prejudicial a eles e não é necessário. Por exemplo, a produção de leite e ovos é prejudica diretamente os animais, como observado anteriormente, e não precisamos consumir produtos lácteos ou ovos. A fim de evitar causar danos desnecessários aos animais, devemos evitar esses produtos, bem como outros produtos que os vegetarianos tendem a consumir, como a lã. Se o veganismo parece extremo, lembre-se que isto acontece apenas porque vivemos em uma sociedade que considera que é perfeitamente normal explorar e abater bilhões de animais terrestres e trilhões de animais aquáticos anualmente para fins tão triviais como prazer e conveniência. Certamente esse tipo de violência é o que é realmente extremo.

 

Não é difícil ser vegano?

Não há dificuldade que os veganos encontrem, que se comparam com as dificuldades impostas aos não-humanos explorados em nosso benefício. Como o autor Gary Francione diz: "Se você acha que é difícil ser vegano, pense como é difícil para os animais o fato de que você não é vegano." Do ponto de vista prático, a percepção comum de dificuldade é simplesmente incorreta. Legumes, frutas, grãos, leguminosas e sementes podem ser encontrados em praticamente qualquer lugar que você vá, e alimentos de conveniência estão mais comuns do que nunca. Podemos nos vestir sem usar peles não-humanas, seda, ou pelo. E não precisamos usar itens de higiene pessoal -- sabonetes, shampoos, e assim por diante--que usam ingredientes de origem animal ou que tenham sido testados em animais. Do ponto de vista social, embora no início possa ser difícil ou incômodo fazer uma mudança tão grande em sua vida que outras pessoas podem não entender de imediato, esse desconforto pode ser minimizado ou mesmo eliminado. Respeitosamente eduque os seus colegas e conhecidos, planeje com antecedência os eventos e refeições com outras pessoas, cuide de menus para eventos sociais, e assim por diante. Ao longo do tempo, a experiência irá guiá-lo através destas situações. Em última análise, mesmo se uma situação é desconfortável, devemos lembrar que este é um ponto de vista privilegiado de se ter. Certamente nós podemos gerenciar estas cargas relativamente pequenas, a fim de sermos solidários com os nossos companheiros animais. 

 Estou mais preocupado com questões humanas. Por que você quer que eu coloque os animais não humanos em primeiro lugar?

A justiça não exige um ou outro enfoque. Temos de respeitar os interesses de todos os animais, humanos e não-humanos. Continue trabalhando em questões humanas, mas não há nenhuma razão para prejudicar os animais, enquanto você faz isso. Abster-se de uso e consumo de animais e seus produtos não o impede de ajudar os seres humanos, e não coloca uma espécie em frente da outra. É simplesmente uma questão de evitar causar danos desnecessários aos animais. Ser vegano é o mínimo que podemos fazer para alcançar este objetivo.

Isso não quer dizer que você deve parar por aí. Embora o veganismo faça com que o seu comportamento alinhe-se com as suas crenças sobre os animais, todos nós deveríamos dar maior prioridade à justiça em relação aos animais não-humanos do que fazemos atualmente. Essa situação é urgente --56 bilhões de animais terrestres são mortos a cada ano para propósitos triviais, junto com trilhões de animais aquáticos -- mas poucas pessoas dão consideração significativa aos interesses mais fundamentais dos animais não-humanos. Um amplo movimento social que mantenha o veganismo como uma base moral é o único caminho para incentivar outras pessoas a levar os interesses dos outros animais mais a sério e tornarem-se veganas.

Quando você participa e ajuda a aumentar este movimento, conversando com os outros sobre o veganismo, você desempenha um papel importante para acabar com o mal desnecessário causado aos animais quando eles são usados como recursos. Isso é algo que você pode fazer em qualquer carreira, sem esquecer os seus outros trabalhos. Basta falar!

Está certo, eu posso integrar o veganismo em minha vida, mas não posso fazê-lo da noite para o dia. Existe outra maneira?

Ao reconhecer que é prejudicial usar os animais não-humanos, muitas pessoas se tornam veganas imediatamente. Quando se trata de vestuário e entretenimento, esta é simplesmente uma questão de não comprar mais materiais feitos de animais ou produtos animais, e não apoiar mais rodeios, circos, e assim por diante.

Quando se trata de comida, não basta cortar os produtos de origem animal de sua dieta. Você precisa conhecer uma dieta saudável só com alimentos vegetais de modo que você possa fazer uma transição "da noite para o dia" de forma responsável e sustentável. Esteja atento de como suprir vários nutrientes essenciais ao ter uma dieta de origem vegetal. Planeje a mudança de onde as calorias virão de modo que você ainda esteja consumindo a quantidade adequada por dia para a sua idade, o seu sexo, nível de atividade e estágio no ciclo de vida. Você pode achar que é útil ler esse guia de nutrição. Pesquise na internet, empreste ou compre alguns livros de receitas, e escolha algumas receitas que pareçam satisfatórias, deliciosas e bem fáceis de preparar.

Para aqueles que simplesmente não podem tornar-se veganos imediatamente, por qualquer razão, mas que querem começar a se direcionar mais rápido e coerentemente possível nesse sentido, o objetivo deve ser o de remover todos os produtos de origem animal da dieta em etapas. Esta é uma verdadeira abordagem incremental, que reconhece o veganismo como o objetivo, ao invés de cortar da sua dieta um produto de origem animal de cada vez escolhido arbitrariamente.

Por exemplo, para quem come cereais, um enfoque seria começar a mudar o café da manhã todos os dias com refeições somente com alimentos vegetais. Substitua o leite de vaca pelo leite de amêndoas, de arroz ou de soja (ou o sabor que você preferir). Escolha cereais sem produtos lácteos (leite, soro de leite, etc), mel e vitamina D3 (colecalciferol), todos derivados do uso de animais. Além disso, o açúcar refinado é geralmente refinado através dos ossos carbonizados de animais. Açúcar orgânico, açúcar de beterraba e suco de cana evaporado, não envolvem o uso de carvão de origem animal nos processos de filtragem.

Para uma refeição mais equilibrada, considere farinha de aveia com nozes, frutas frescas ou secas e sementes de linho moídas. Se você preferir um pouco de adoçante, experimente xarope de arroz integral ou néctar de agave.

Na semana seguinte, estipule um menu somente de almoço vegano. Então, após duas semanas de incorporação de refeições veganas sucessivas, comer jantares só com vegetais não parecerá assustador. 

 

Existem alternativas não-derivadas de animais para produtos comuns de origem animal que eu uso atualmente?

Sim. É importante lembrar que os produtos que simulam a carne, ovos, laticínios, mel e outras substâncias não são necessários para a saúde humana ou prazer. No entanto, alternativas para os produtos de origem animal consumidos individualmente e utilizados como ingredientes estão amplamente disponíveis atualmente.

• Carne

Substitutos para a carne de animais vão de glutadela à salsicha vegana. Escolha alimentos menos processados preparados similarmente aos produtos animais, tais como o Tofu Italiano ou Glúten da Ana, muitos dos quais você pode fazer em casa com a ajuda dessas receitas.

• Leite

Numerosas alternativas ao leite chegaram ao mercado nas últimas décadas. O leite de soja está disponível na maioria dos supermercados. Para aqueles que preferem minimizar o consumo de soja ou que são alérgicos, leites alternativos são feitos de amêndoas, arroz, coco, avelãs, e aveia. Você pode encontrar também iogurte e sobremesas de soja e outros produtos em supermercados e lojas de produtos naturais.

• Queijo

As alternativas ao queijo tem feito grandes progressos também, e já podem ser compradas em lojas virtuais no Brasil ou serem feitas em casa a partir de receitas encontradas em sites na internet.

• Ovos

Os chefs criativos tem escrito receitas que usam tofu para criar omeletes deliciosos, mexidos, e até mesmo quiches. Procure na internet ou em alguns livros de receitas. Para assar, substituindo os ovos, é simplesmente uma questão de usar um substituto fornecido na receita com o mesmo tipo de propriedade. Você não está substituindo os ovos, você está substituindo o que os ovos fazem na receita. Algumas das muitas alternativas incluem as sementes de linho moídas batidas com água (1 colher de sopa: 2 colheres de sopa) e também:

1. Para receitas com ovos, simplesmente substitua cada ovo por mais ou menos duas colheres de sopa de água (assim mantém-se a umidade necessária).

2. Nas massas assadas, cada ovo pode ser substituído por: uma colher de sopa bem cheia de farinha de soja ou então de Maizena MAIS 2 colheres de sopa de água.

3. Um ovo pode ser substituído por três colheres de sopa rasas de tofu amassado.

4. Um ovo pode ser substituído por meia banana amassada em bolinhos e bolachas, embora mude um pouco o gosto.

5. Para bolos salgados, qualquer um destes ingredientes pode fazer a liga: massa de tomate, batatas amassadas, migalhas de pão molhadas, ou aveia.

6. Um ovo pode ser substituído por uma colher de sopa de sementes de linhaça moídas e misturadas a 3 colheres de sopa de água. Se não tiver como moer as sementes, bata tudo no liquidificador. Fica uma gosma parecida com clara de ovo. Deixe descansar de 1 a 2 minutos antes de usar (se deixar por mais tempo, a mistura ficará muito espessa). Dica: Em pratos feitos com bastante líquido, a semente de linhaça moída pode ser adicionada diretamente, sem a água.

7. Egg-replacers (substitutos para ovo) importados podem ser encontrados em certas lojas de produtos naturais. Normalmente vêm em pó. Seguir as instruções do pacote.

Em vez da maionese comum, procure maiosene 100% vegetal que pode ser encontrada em supermercados ou lojas de produtos naturais, ou você pode fazer em casa usando essa receita.

• Mel

Dependendo em que você estiver usando o mel, você pode tentar substituir por melado de cana-de-açúcar, xarope de arroz integral, ou néctar de agave. Uma lista de ingredientes de origem animal comumente oculta pode ser encontrada aqui.

 

Tudo isso parece possível, mas ser vegano não significa que eu tenho que me tornar um desses ativistas radicais que protestam do lado de fora de restaurantes de fast food?

Simplesmente por se tornar vegano você terá um papel direto na abolição do uso de animais não-humanos como os nossos recursos. Você também vai contribuir para o objetivo de garantir que nenhum ser senciente seja jamais prejudicado meramente para satisfazer nossos interesses triviais. Mas tornar-se vegano é apenas o mínimo que podemos fazer individualmente para atingir esse objetivo.

Para abolir a exploração animal-- garantindo assim que nenhum ser senciente seja jamais prejudicado meramente para satisfazer nossos interesses triviais – muitos outros como você precisam tornar-se veganos também. Só então um forte movimento de justiça social pode emergir a favor do direito dos animais de não serem usados como nossos recursos. Para aumentar este movimento, para acelerar a adoção do veganismo, temos também que conversar com outras pessoas sobre o veganismo.

Promover o veganismo não requer apoior medidas de bem-estar ineficazes que, na realidade, reforçam a condição de propriedade dos animais, ou protestar arbitrariamente escolhendo as empresas que os exploram. Simplesmente requer espalhar a mensagem sobre o veganismo em cada oportunidade que tivermos. Com o tempo, nós podemos produzir uma forma de mudança de base ampla no pensamento que intensificará o apoio essencial para abolir a exploração animal. Tenha em mente que as leis e os sistemas jurídicos são tipicamente conservadores, e tendem a acompanhar a mudança social, em vez de liderá-la. A verdadeira mudança começa por nós. Você pode contribuir para essa revolução do coração hoje, tornando-se vegano.

Para obter mais informações sobre o que você pode fazer para ajudar os animais, leia mais sobre o veganismo aqui e sobre a abordagem abolicionista aqui.

http://www.anima.org.ar/libertacao/abordagens/algumas-ideias-sobre-significado-vegano.html http://www.anima.org.ar/libertacao/abordagens/alguns-pensamentos-sobre-abordagem-abolicionista.html 

 

Leia também o começo do FAQ do professor Gary Francione abaixo:

Perguntas frequentes

Por Gary L. Francione

Trecho do livro Introduction to Animal Rights: Your Child or the Dog?

Eu gostaria de considerar algumas perguntas sobre direitos animais que confrontei ao longo dos anos. São questões que vieram à baila repetidamente, e elas parecem surgir seja num fórum nos Estados Unidos ou no exterior, numa nação ocidental ou não, entre um público composto por professores e estudantes de Direito, Medicina, Veterinária, ensino médio, ou entre o público geral que telefona para um programa de entrevistas no rádio, entre jornalistas, entre vizinhos durante uma festa no feriado. Um exame dessas questões também ajudará a demonstrar como a teoria de direitos animais que eu apresentei neste livro se aplica a contextos concretos.

Continue lendo o FAQ do professor Gary Francione clicando aqui.