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Assuntos discutidos no primeiro GEFRAN

09-04-2010p293Na primeira reunião do Grupo de Estudos da Teoria Abolicionista do Professor Gary Francione que aconteceu no dia 17 de abril de 2010 foi inicialmente apresentada uma biografia do professor e depois alguns conceitos foram lidos e discutidos. O primeiro deles foi “os direitos animais como abolição” , onde Francione refere-se à confusão que há em relação ao termo “direitos animais” que para alguns implica em qualquer medida regulatória concernente a não-humanos, como, por exemplo, aumentar o tamanho das gaiolas de bateria para galinhas poedeiras, enquanto que para outros significa que os não-humanos devem ter todos direitos que os humanos têm e alguns argumentam que certos animais têm mais importância que outros.

Na opinião do professor há um “fracasso geral, por parte do movimento de defesa animal contemporâneo, que reside no fato de ele não reconhecer o veganismo como base moral do movimento pelos direitos animais.” Para o professor, o veganismo não é apenas uma questão de dieta; “é um compromisso moral e político com a abolição no nível individual e se estende não apenas à comida, como também a roupas e outros produtos, e a outras ações e escolhas pessoais.” A abordagem descrita no site de Francione requer apenas que não-humanos sejam sencientes - que eles tenham consciência subjetiva – para ter o direito de não ser tratados como recursos.

Umas das questões que gerou polêmica durante a reunião foi em relação à violência dentro do movimento de direitos animais e o que significa “violência” para cada um de nós. Na visão do professor Francione a “postura dos direitos animais é a rejeição última à violência.” Ele diz que quando praticamos violência contra os outros – humanos ou não-humanos – ignoramos o valor inerente deles. E indaga: “Para aqueles que promovem violência, contra quem, exatamente, esta violência deve ser dirigida? O fazendeiro cria animais porque existe demanda por carne e outros produtos animais por parte da maioria dos humanos.” A abordagem abolicionista dos direitos animais sustenta que aqueles que rejeitam a exploração animal devem ser veganos éticos e se engajar na educação vegana não-violenta criativa. Outros pontos de discussão foram em relação ao significado da palavra “criativa” na visão do professor, sua crítica à teoria do filósofo Peter Singer , e a situação dos animais domésticos nos dias atuais. Também foi dado início a discussão de campanhas de um só tema que “envolve identificar alguns usos específicos de animais ou de alguma forma de tratamento, e fazer disso o objeto de uma campanha para cessar o uso ou modificar o tratamento.”

 

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